Uma comitiva de ministros do governo federal desembarca nesta quinta-feira (23) no Rio Grande do Sul, onde vão visitar a cidade de Hulha Negra, na fronteira com o Uruguai. A região é uma das mais castigadas pela estiagem que afeta 400 municípios no Estado pela terceira safra consecutiva. Na Região Central, 39 municípios decretaram situação de emergência, enfrentam prejuízos que, até o final de janeiro, ultrapassavam R$ 3 bilhões. O Governador Eduardo Leite anunciou, em 17 de fevereiro, uma série de ações que devem ser tomadas a curto, médio e longo prazo para enfrentar a estiagem. Mas para isso, conta com a ajuda de recursos do governo federal.
Em entrevista à Agência Brasil nesta terça-feira (21), o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, disse que dos municípios atingidos, 28 já apresentaram o seu plano de prioridades. Para atender a esses municípios foram disponibilizados R$ 6,4 milhões. Os recursos estão sendo utilizados para liberação de carros pipas e a compra de cestas básicas.
Consequências econômicas e sociais
Segundo o Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), o prejuízo estimado é de quase R$ 5 milhões na pecuária de leite e de rebanhos, como bovinos e ovinos. Somados os danos nas lavouras, principalmente na cultura do milho e da soja, o impacto econômico ultrapassa R$ 38 milhões.
Segundo Eduardo Leite, o programa Supera Estiagem, como foi apresentado durante o anúncio, tem o objetivo de propor iniciativas contínuas e permanentes para mitigar os efeitos das constantes estiagens que o Rio Grande do Sul tem enfrentado:– Além das ações emergenciais, é necessário pensarmos em políticas públicas de longo prazo para que o Estado já esteja preparado para futuras estiagens. Vivemos uma recorrência de situações como essa e ano a ano discutimos medidas de emergência. Recursos para essas ações precisam estar no orçamento também do governo federal.
Em entrevista à CDN, em 16 de fevereiro , secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Giovani Feltes, disse que o Estado já está tomando medidas para minimizar os prejuízos em decorrência da estiagem. A principal ação mencionada foi o investimento de R$ 320 bilhões, previsto pelo programa Avançar, para projetos e ações que reduzam o impacto da estiagem no Rio Grande do Sul. Parte do valor já foi utilizado no ano passado e outra será em 2023.
A expectativa é de que, durante a viagem da comitiva, sejam anunciadas medidas de auxílio aos atingidos pela estiagem, entre elas, uma linha de crédito emergencial para pequenos e médios produtores. No início de fevereiro, uma comitiva gaúcha esteve em Brasília em busca de ajuda para o estado.
Além do ministro da Integração e do Desenvolvimento Social, também devem integrar a comitiva ao Rio Grande do Sul os ministros do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira; da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, além do presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edgar Pretto.*Com informações da Agência Brasil